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O que está por trás da campanha contra o amianto
Um dos pontos levantados pelo presidente
da ABIFibro é de que os produtos feitos a partir de poli álcool vinílico
(PVA) e polipropileno (PP) são mais seguros, ecológicos e de fácil descarte.
Para a presidente do IBC, a declaração de Paes não passa de “propaganda enganosa da
pior qualidade”, uma vez que não há estudos que comprovem que a fibra derivada
do petróleo é 100% segura. Ao contrário disso, Marina cita documento da OMS com
indicação de que fibras de PP (polipropileno), PVC (cloreto de polivinil) e PVA
(álcool polivinílico) são respiráveis e altamente biopersistentes.
João Carlos Paes atualmente é presidente
ABIFibro, associação que representa um único fabricante de telhas produzidas a
partir do polipropileno (fibra sintética produzida unicamente por esta
empresa), mas foi funcionário da SAMA -Minerações Associadas, período
durante o qual trabalhou intensamente pela defesa do uso seguro do mineral.
Segue o texto publicado no Portal Amazonas Notícias.
Do Amazonas Notícias
O que está por trás da campanha contra o amianto
Publicado: Quarta, 16 Outubro 2013 15:58
Marina Júlia de Aquino -
Presidente Executiva do Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC)
Em recente artigo
publicado neste site, tratando do uso do amianto na produção de telhas e caixas
d’água, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Distribuidores
de Produtos de Fibrocimento (ABIFibro), João Carlos Duarte Paes, declarou que
os produtos feitos a partir de poli álcool vinílico (PVA) e polipropileno (PP),
são mais seguros, ecológicos e de fácil descarte.
Por respeito à população do Amazonas, que há décadas faz uso dos produtos de fibrocimento com amianto, é necessário esclarecer alguns pontos da polêmica que se formou em torno deste assunto e identificar os personagens nele envolvidos. A começar pelo próprio presidente da ABIfibro, que até há poucos anos era um dos maiores defensores do amianto. Durante mais de 20 anos de sua vida profissional, funcionário da SAMA Minerações Associadas, período durante o qual trabalhou intensamente pela defesa do uso seguro do mineral.
Como pode ele afirmar que a fibra derivada do petróleo oferece maior segurança? Baseado em que estudo? O que se sabe, mas não se divulga, é que em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou em Lyon, na França, um Workshop para avaliar a carcinogenicidade das fibras alternativas ao amianto crisotila e o relatório final afirma que as fibras de PP (polipropileno), PVC (cloreto de polivinil) e PVA (álcool polivinílico), são respiráveis e altamente biopersistentes. Entretanto os dados são escassos e seu potencial de perigo para seres humanos foi considerado indeterminado.
O mesmo documento acrescenta que “em instalações que produzem fibras de polipropileno, foi possível verificar que há exposição a fibras respiráveis” deste material. Coincidentemente, há mais de 10 anos os trabalhadores do setor do fibrocimento pedem que as fábricas que utilizam as fibras sintéticas adotem práticas de uso seguro e sejam fiscalizadas com o mesmo rigor das que usam amianto crisotila. Porém, nenhuma providência foi tomada até agora.
Com relação à questão do
meio ambiente, chamar as telhas de PP e PVA de “ecológicas” é propaganda
enganosa da pior qualidade. É o mesmo que dizer que o plástico faz bem à
natureza. Como todos sabem, um pedaço de plástico esquecido no chão demora até
450 anos sem se decompor. E de que são feitos esses produtos? A resposta, o
presidente da ABIfibro sabe muito bem, mas ele prefere usar a palavra
“reciclagem” como se fosse um passe de mágica para resolver o que fazer com
esses produtos. Tenha paciência, a natureza não faz mágica.
Quanto à telha de
amianto crisotila, sua composição reúne, exclusivamente, cimento, calcário,
celulose e o próprio amianto (menos de 10%), todos eles provenientes da
natureza e tratados com o cuidado que cada um exige. O setor é controlado por
uma lei (diga-se de passagem, uma das leis mais rigorosas do mundo) que está em
vigor há quase vinte anos, contribuindo com o desaparecimento de doenças
ocupacionais relacionadas ao uso do crisotila.
Logo, é estranho quando
uma pessoa que dedicou a maior parte de sua vida profissional à mineradora de
amianto crisotila no Brasil e foi, até meados de 2000, um dos mais aguerridos
defensores desse mineral no país e no mundo, de súbito se transforma em
empedernido propagandista das fibras sintéticas.
Em março de 1992, como
presidente da então Associação Brasileira do Amianto (ABRA), o Sr. João Carlos
comemorou a decisão do Tribunal de Apelação dos Estados Unidos anulando uma
tentativa de proibição do uso do amianto em território norte-americano com
essas palavras: “Todo o processo foi acompanhado por nós com grande interesse.
Temos na ABRA uma enorme bibliografia com pareceres dos mais importantes
especialistas do mundo sobre o assunto e todos demonstram que uma proibição
seria absurda”. Tudo isso está registrado na imprensa.
E disse mais,
reconhecendo que o Brasil possui uma das mais avançadas legislações sobre o uso
do amianto, baseadas na Convenção 162 da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), que trata do uso seguro, ratificada pelo governo e normatizada através
de Portaria do Ministério do Trabalho. Não devemos esquecer que o Sr. João
Carlos chegou a ser agraciado com o título de Cidadão de Minaçu, a cidade onde
morou e trabalhou por longos anos, na qual está localizada a única mina de
amianto crisotila em atividade no Brasil e terceira maior do mundo.
O que houve desde então
para ostentar o título de presidente de uma associação (ABIFibro) que, a julgar
pelos seus registros, representa um único fabricante de telhas, sendo essa
mesma empresa a dona da indústria de fibras sintéticas, só ele pode dizer.
Por fim, resta informar que o Instituto Brasileiro do
Crisotila (IBC) reúne todas as 08 empresas de fibrocimento com amianto
crisotila, todos os trabalhadores do segmento, através de seus sindicatos e o
governo (federal, estadual e municipal), sendo, portanto, legítima porta-voz do
setor e para o qual desenvolve ações com vistas à saúde e segurança de todos os
envolvidos no processo produtivo do amianto crisotila. Ao mesmo tempo, abre as
suas portas abertas para receber qualquer pessoa que queira conhecer a atual
realidade do amianto, com clareza, objetividade e em nome da verdade.
Justiça reconhece segurança no trabalho com amianto e Eternit conquista importante vitória
A Eternit conquistou nesta semana uma importante vitória nos tribunais com relação ao processo que pedia indenização aos ex-funcionários da fábrica de Osasco. A Justiça entendeu que a empresa cumpre rigorosamente a legislação referente à saúde de seus profissionais.
Confira abaixo o texto do comunicado enviado pela empresa. Ou acesse aqui o link para o blog da Eternit.
A Eternit, com 73 anos de atividades e líder de mercado no segmento de coberturas, com atuação nos segmentos de louças, metais sanitários e componentes para sistemas construtivos, informa ao mercado que se tornou definitiva a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre a improcedência da Ação Civil Pública ajuizada, em 2004, pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.
Os desembargadores, da 32ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, consideraram que a empresa cumpre rigorosamente a legislação referente à segurança e saúde.dos funcionários, conforme determinado pela Lei Federal 9.055/95, Decreto 2.350/97 e Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego. Dessa forma, negaram o pedido de indenização por adoecimento de ex-funcionários da fábrica de Osasco, no Estado de São Paulo, cujas atividades encerraram-se em 1993, afastando assim, o entendimento por parte do Ministério Público de que a Eternit teria agido com culpa ou omissão.
Em 23 de agosto de 2013, o Ministério Público do Trabalho ajuizou nova Ação Civil Pública contra a Companhia com objeto semelhante acerca dos mesmos fatos.
A Companhia reforça sua crença na Justiça brasileira e espera que sejam consideradas as evidências técnicas e científicas no julgamento de mais esta ação, excluindo-se a suscetibilidade a pressões de grupos favoráveis ao banimento do amianto crisotila, apenas com base na malsucedida experiência europeia.
Defesa Civil do PR volta atrás e distribui telhas de amianto a atingidos pelas chuvas
Uma situação
inusitada ocorreu esta semana no Paraná. Assoladas por
uma tempestade de granizo, casas de quase uma dezena de municípios do estado
tiveram seus telhados danificados, ficando seus moradores expostos ao mau tempo.
O Ministério Público local recomendou que a Defesa Civil não distribuísse telhas
de amianto para os atingidos, o que revoltou a população. Felizmente, as autoridades voltaram atrás da decisão e autorizaram a entrega.
Promotoria do Meio
Ambiente recomenda a não utilização do material. Decisão revoltou moradores
atingidos pelas chuvas; houve protesto.
A Defesa Civil do Paraná informou no fim da tarde desta quinta-feira (26) que retomará a distribuição de telhas de amianto aos municípios atingidos pelas fortes chuvas no estado entre os dias 20 e 23. A decisão foi tomada um dia depois de o órgão resolver seguir a recomendação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná (Caop) que alerta para os riscos à saúde provocados pela manipulação da fibra de amianto, "abolida em 55 países".
Com a suspensão, duas cargas com cerca de seis mil telhas ficaram retidas em Curitiba. Em alguns municípios do sudoeste do Paraná, a Defesa Civil e a prefeitura optaram por seguir a orientação do Ministério Público (MP) e deixar de entregar as telhas recebidas. Em Coronel Vivida, mais de 200 famílias tiveram as casas afetadas pela chuva de granizo que atingiu a região no domingo (22). Revoltados, alguns moradores protestaram e interditaram o trecho da PR-562, que dá acesso a São João.
Ao G1, o tenente Marcos Vidal, da Defesa Civil do Paraná, adiantou que a distribuição será retomada na sexta-feira (27), quando as cargas retidas seguirão para os municípios que solicitaram ajuda. "Vamos comunicar as regionais da mudança para que também possam voltar a distribuir as telhas recebidas", observou ao explicar que recebeu a nova orientação do próprio MP, reforçando que se tratava de uma recomendação e não de uma proibição o uso de telhas de amianto.
Situação de emergência
De acordo com o último boletim da coordenadoria estadual, publicado às 12h desta quinta (26), subiu para dez o número de municípios que decretaram situação de emergência por causa das chuvas. São eles: Corbélia, Coronel Vivida, Enéas Marques, Marquinho, Nova Prata do Iguaçu, Prudentópolis, Realeza, São João, Salto do Lontra e Verê. Em todo o Paraná, 68.168 pessoas foram afetadas, 3.597 desalojados - com 1.918 que permanecem na mesma situação - e 13.212 casas danificadas em 51 cidades.
A Defesa Civil do Paraná informou no fim da tarde desta quinta-feira (26) que retomará a distribuição de telhas de amianto aos municípios atingidos pelas fortes chuvas no estado entre os dias 20 e 23. A decisão foi tomada um dia depois de o órgão resolver seguir a recomendação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná (Caop) que alerta para os riscos à saúde provocados pela manipulação da fibra de amianto, "abolida em 55 países".
Com a suspensão, duas cargas com cerca de seis mil telhas ficaram retidas em Curitiba. Em alguns municípios do sudoeste do Paraná, a Defesa Civil e a prefeitura optaram por seguir a orientação do Ministério Público (MP) e deixar de entregar as telhas recebidas. Em Coronel Vivida, mais de 200 famílias tiveram as casas afetadas pela chuva de granizo que atingiu a região no domingo (22). Revoltados, alguns moradores protestaram e interditaram o trecho da PR-562, que dá acesso a São João.
Ao G1, o tenente Marcos Vidal, da Defesa Civil do Paraná, adiantou que a distribuição será retomada na sexta-feira (27), quando as cargas retidas seguirão para os municípios que solicitaram ajuda. "Vamos comunicar as regionais da mudança para que também possam voltar a distribuir as telhas recebidas", observou ao explicar que recebeu a nova orientação do próprio MP, reforçando que se tratava de uma recomendação e não de uma proibição o uso de telhas de amianto.
Situação de emergência
De acordo com o último boletim da coordenadoria estadual, publicado às 12h desta quinta (26), subiu para dez o número de municípios que decretaram situação de emergência por causa das chuvas. São eles: Corbélia, Coronel Vivida, Enéas Marques, Marquinho, Nova Prata do Iguaçu, Prudentópolis, Realeza, São João, Salto do Lontra e Verê. Em todo o Paraná, 68.168 pessoas foram afetadas, 3.597 desalojados - com 1.918 que permanecem na mesma situação - e 13.212 casas danificadas em 51 cidades.
Prefeito de Poções (BA) visita a SAMA e confere a evolução no setor produtivo do amianto crisotila
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| Prefeito de Poções (BA), Otto Wagner e comitiva em visita à Sama |
O Instituto Brasileiro do Crisotila e a SAMA - Minerações Associadas, empresa brasileira que se destaca entre as mais importantes do mundo na exploração do amianto crisotila, receberam nessa semana, em Minaçu (GO), Otto Wagner de Magalhães, prefeito de Poções (BA), cidade que já teve uma mina de amianto em atividade até a década de 1960.
Durante três dias, o gestor público e sua comitiva conheceram a Mina de Cana Brava e as demais instalações da empresa, acompanharam as diversas etapas do processo produtivo do amianto crisotila e conversaram com colaboradores, muitos deles conterrâneos da cidade de Poções, que deixaram a Bahia para construir a vida no interior de Goiás anos atrás.
Os visitantes puderam comprovar de perto todos os sistemas de controle e de gestão da qualidade que possibilitaram o uso seguro do amianto crisotila na extração e beneficiamento do minério. Entre as tecnologias utilizadas pela SAMA destacam-se o enclausuramento e automação dos equipamentos, o uso de um sistema de filtros de ar, que é o maior da América Latina com 8.400 mangas, e um sistema de umidificação que evita aspersão de fibras respiráveis de amianto.
Outro ponto interessante é o fato de o chão da área de beneficiamento do mineral ser completamente pintado na cor preta, o que facilita a identificação de pontos de vazamentos e possibilita a atuação imediata na correção de desvios.
A cadeia produtiva trabalha no Brasil com a tolerância da fibra do mineral em suspensão de até 0,1 fibra por centímetro cúbico, limite 20 vezes menor ao estabelecido em lei, que é de duas fibras por centímetro cúbico. Para garantir esse controle, a SAMA realiza monitoramentos ocupacionais e ambientais, tanto na área de sua unidade quanto na vizinhança da mineradora.
O encontro com a Comissão do Uso Seguro do Crisotila, formada exclusivamente por funcionários, foi fundamental para mostrar que o Acordo Nacional firmado entre trabalhadores e empresa realmente funciona.
O acordo dá, entre outras garantias, autonomia aos membros da comissão de interromper as atividades a qualquer momento caso se verifiquem condições de risco à saúde.
De acordo com o prefeito Otto Wagner, "esse é um exemplo de que é possível, nos dias de hoje, o convívio entre o empresário e o trabalhador para promover o desenvolvimento da empresa e da própria sociedade".
"Após tomar conhecimento da existência de dois tipos de amianto, passo a encarar o uso do crisotila como um minério que pode trazer benefícios aos consumidores sem atentar contra a sua saúde e bem-estar", comentou Otto Wagner.
Chamou a atenção do prefeito de Poções a média de oito anos de permanência dos trabalhadores na empresa e o baixo índice de turnover, que foi de 1,3% em 2012. Em 2013, a SAMA foi premiada pela oitava vez como uma das melhores empresas para trabalhar na categoria Médias e Pequenas Nacionais pelo Great Place to Work em parceria com a Revista Época.
A SAMA é a maior mineradora de amianto crisotila da América Latina e a terceira maior do mundo, com 13% do mercado mundial do crisotila. A mina de Cana Brava, em Minaçu, é referencia internacional e tem capacidade de produzir até 240 mil toneladas do mineral por ano, abastecendo os mercados interno e externo.
A visita do prefeito Otto Wagner a Minaçu faz parte do programa Portas Abertas, criado pela empresa em 2004 com o objetivo de difundir as melhores práticas de gestão social, ambiental, de saúde e segurança da mineradora para seus stakeholders.
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| Prefeito de Poções (BA), Otto Wagner, ficou impressionado com segurança dos trabalhadores |
Estudo comprova segurança no uso do amianto em condições extremas
Uma pesquisa divulgada
recentemente pela química Rosemary Sanae Ishii Zamataro e pelo professor
Lindolfo Soares da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo constatou
que, mesmo após décadas da instalação as telhas de fibrocimento com amianto
da Base Aérea de Santa Cruz no Rio, não há desprendimento de fibras
de amianto no meio ambiente.
O estudo desenvolvido
pelos pesquisadores visava avaliar o risco de exposição dos trabalhadores em
atividades de troca de telhas. As avaliações permitiramconhecer os vários
níveis de concentrações de fibras em suspensão no ar nestas atividades.
O local escolhido para o
estudo foi no Hangar do Zepellin na Base Aérea de Santa Cruz,
no Estado do Rio de Janeiro, por ser o local onde, sabidamente, foram
utilizadas telhas de fibrocimento contendo amianto na década de 1930, cujo
galpão tem o telhado e as laterais cobertas com telhas onduladas de
cimento-amianto, a maioria delas datadas de 1937.
O trabalho começou com a
avaliação do ar dentro das instalações e no entorno sem a movimentação de
telhas. Logo depois foram feitas trocas das telhas e a quebra intencional delas
com o auxílio de uma empilhadeira.
A concentração de
fibras em suspensão no ar encontradas durante este estudo, com as telhas
antigas de fibrocimento contendo amianto apresentou valores extremamente baixos
de fibras respiráveis, muito abaixo dos limites de tolerância estabelecidos
pela legislação brasileira, da ACGIH e do Acordo Nacional para o uso seguro do
crisotila, sendo improvável haver risco de exposição a tais concentrações.
A baixa concentração de
fibras no ar apresentados no estudo se deve consequentemente à forte trama
formada pelo entrelaçamento das fibras com a reação de hidratação do cimento
formando também cristais de tobermorita.
O Acordo Nacional para uso
do crisotila é um instrumento acordado junto às empresas fabricantes, definindo
cláusulas para o uso seguro nas instalações industriais. O acordo estabeleceu
como limite de tolerância nos postos de trabalho a concentração máxima de 0,10
f/mL.
Sendo assim o estudo
demonstrou ser improvável haver risco de exposição a tais concentrações.
Eternit é destaque na revista Isto É Dinheiro
A edição desta semana da revista Isto É Dinheiro trouxe um vasto material sobre Eternit e a questão do amianto. Na entrevista, Elio Martins, presidente da empresa, tocou em pontos como o não aparecimento de casos de câncer relacionados ao amianto há mais de 30 anos.
Confiram o texto abaixo.
"Há 30 anos não aparecem novos casos de câncer com amianto"
Líder na fabricação de coberturas para a construção civil, durante décadas a Eternit dependeu de uma linha restrita de produtos Líder na fabricação de coberturas para a construção civil, durante décadas a Eternit dependeu de uma linha restrita de produtos. Para complicar, a matéria-prima para todos eles é o amianto, produto que está no índex de ambientalistas e agências de saúde nos quatro cantos do mundo. Inalado em grandes quantidades e por longos períodos, o mineral é um poderoso agente cancerígeno. No Brasil, o emprego do amianto ainda está em discussão na Justiça, algo que é um risco à saúde das finanças da Eternit. Periodicamente, o assunto volta ao noticiário.
Na sexta-feira 18, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo ajuizou uma ação civil pública contra a companhia, pedindo uma indenização de R$ 1 bilhão para ex-funcionários da fábrica de Osasco. Isso, porém, não tem assustado investidores como Lírio Parisotto, Luiz Barsi e Victor Adler, que possuem mais de 35% das ações. Para eles, os papéis representam uma oportunidade de auferir dividendos. E, no que depender de Élio Martins, presidente da Eternit, eles vão sorrir mais. Sua meta é dobrar o faturamento em cinco anos, mediante a diversificação do portfólio de produtos. Ele conversou com a DINHEIRO.
DINHEIRO – O Ministério Público da 9a Vara do Trabalho, em São Paulo, ajuizou uma
ação que pode custar R$ 1 bilhão à Eternit, a título de indenização por doenças pelo uso de amianto. Como está essa situação?
ÉLIO MARTINS – Ainda não fomos notificados oficialmente e não temos conhecimento do teor do
questionamento, por isso não posso fazer comentários sobre o assunto. Mas o que temos a dizer, genericamente, é que todos os funcionários do grupo passam por exames periódicos, de acordo com a lei. Com relação aos ex-funcionários de Osasco, montamos um plano que lhes garante acompanhamento e tratamento médico, além de uma compensação financeira caso apresentem algum problema de saúde relacionado ao amianto.
DINHEIRO – O amianto não oferece perigo?
MARTINS – Essa questão vem sendo discutida há tempos. Tivemos audiências públicas no
Supremo Tribunal Federal, nos dias 24 e 31 de agosto de 2012. Nelas foram ouvidos 40 palestrantes, entre médicos, cientistas e entidades, para discutir sobre o banimento ou não do amianto. Quem quer o banimento usa a Europa como exemplo, mas essa comparação não é adequada. Todos os minerais, sem exceção, são tóxicos, até mesmo o ouro. Qualquer mineral pode causar câncer, dependendo do tempo e da quantidade que se respira. A diferença é que, na Europa, os produtos foram elaborados à base de amianto do tipo anfibólio. Ele é 500 vezes mais tóxico que o tipo crisotila, que é o que empregamos no Brasil.
DINHEIRO – A Justiça italiana condenou a 18 anos de prisão o bilionário
suíço Stephan Schmidheiny, ex-dono da Eternit, pela morte de duas mil pessoas na subsidiária italiana. Há correlação entre a empresa da Itália e a Eternit Brasil atualmente?
MARTINS – Não, é uma coincidência de nome causada pelo descobridor do processo, Ludwig Hatscheck, que batizou o fibrocimento como Eternit (NR: Stephan Schmidheiny
controlou a Eternit globalmente, inclusive no Brasil, até vendê-la em 1989). No caso da Itália, houve omissão. Os empregados não utilizaram equipamentos de segurança corretos. Os problemas ocorreram na Europa no pós-guerra. O amianto foi largamente utilizado por ser um isolante térmico que não pega fogo. A Europa foi reconstruída à base de amianto, e o processo mais comum era jatear em paredes. Isso causa uma suspensão no ar de 1.500 fibras por centímetro cúbico, e esse material é inalado. Aqui, nós trabalhamos com a relação de 0,10 fibra por centímetro cúbico, e o processo é feito com filtros e isolamentos. Depois que a rocha é retirada, não há mais contato dos operários com o produto durante o beneficiamento.
DINHEIRO – Não há nenhum risco para o consumidor?
MARTINS – Não existe processo ou pesquisa que prove que pessoas tenham desenvolvido câncer por terem caixa d´água ou telhas de amianto. O que existe são operários que ficaram doentes por terem trabalhado nas fábricas entre 1940 e 1980, quando não se conheciam os riscos e não havia legislação sobre o tema nem equipamentos adequados de proteção. As doenças aparecem entre 15 e 20 anos. Estamos há 30 anos sem registrar novos casos.
DINHEIRO – Os produtos à base de amianto ainda são o carro-chefe da companhia. Como reduzir essa dependência?
MARTINS – Minimizamos essa dependência colocando mais produtosno nosso portfólio. A ideia é ser uma empresa que oferece soluções do piso ao telhado. Queremos aumentar nossas vendas de louças e metais sanitários, por exemplo. Vamos inaugurar uma fábrica de louças no fim do ano e anunciaremos, em breve, uma nova unidade em Manaus, que será a primeira fábrica do grupo na região Norte. Vamos
crescer no mercado de telhas de concreto e metálicas, que não usam amianto. Em cinco anos, queremos que a participação dos novos negócios no resultado cresça dos atuais 20% para 50% das receitas, que deverão aumentar de R$ 1,2 bilhão para R$ 2 bilhões.
DINHEIRO – Quando a Eternit decidiu diversificar sua linha de produtos?
MARTINS – Em 2004. Nesse ano, a francesa Saint-Gobain, dona da concorrente Brasilit e que era nossa sócia desde os anos 1960, deixou a sociedade. Dez anos antes, em 1993, nós havíamos comprado a parte deles na mina de amianto crisotila em Minaçu, em Goiás. Nosso objetivo não é diminuir as atividades com amianto, mas, sim, ampliar a participação dos novos produtos, que não o utilizam, no faturamento. Não é possível aumentar nossa presença no amianto, pois temos 100% da mina e 32% do mercado de fibrocimento (mistura de cimento, amianto, celulose e água). A demanda por fibrocimento é de 300 milhões de metros quadrados por ano. O Brasil consome 160 mil toneladas de amianto e o mundo consome dois milhões.
DINHEIRO – Como os srs. conseguiram atrair novos investidores, com a saída da Saint-Gobain do controle?
MARTINS – Fomos conversar com várias pessoas, entre elas o Guilherme Affonso
Ferreira, dono de uma das maiores fortunas do Brasil. Ele nos disse que a empresa precisava estar na vitrine e nas mãos de acionistas admirados no mercado. Por isso, listamos as ações no Novo Mercado da Bolsa e procuramos alguns dos nomes de investidores mais conhecidos, como Lírio Parisotto, Luiz Barsi e Victor Adler. Fomos a eles e apresentamos a empresa. O Lírio, por exemplo, triplicou sua posição depois de conhecer melhor a companhia. Outra iniciativa foi o programa Portas Abertas, que promove visitas às nossas fábricas. Recebemos 40 mil estudantes por ano, e olha que não fabricamos chocolate, mas fibrocimento. Só para comparar, em 2004 tínhamos 1,5 mil funcionários, cinco fábricas e faturávamos R$ 560 milhões. Atualmente temos 2,5 mil funcionários, 12 fábricas e faturamos quase R$ 1,2 bilhão.
DINHEIRO – A construção civil desacelerou. Os lançamentos residenciais, em São
Paulo, recuaram 13% no ano, segundo o Secovi. O que o sr. espera para os próximos anos?
MARTINS – A queda ocorreu nos empreendimentos voltados para a classe média. Construtoras que atendem clientes de renda mais baixa e que estão ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida ainda conseguem vender imóveis. Não há dúvida de que há uma demanda reprimida. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), há um déficit de cinco milhões de casas para pessoas com renda de até três salários mínimos. Todo o ano, mostra a FGV, é construído um milhão de casas no Brasil. Não acredito que as construtoras produzam mais que 25% desse total. A força do setor de material de construção está no balcão das pequenas lojas. É isso que mantém as indústrias com uma produção acima dos 70% da
capacidade.
DINHEIRO – As vendas da Eternit se concentram no varejo?
MARTINS – Nosso grande público está no varejo. São pessoas que reformam a casa ou, no caso de habitações mais precárias, melhoram o barraco. Somos a primeira cobertura das casas populares, depois da lona preta. Gastando R$ 800 com material e mão de obra, é possível cobrir uma casa de 40 metros quadrados. Estimamos que existam 130 mil lojas no Brasil. Atendemos cerca de 20 mil delas diretamente e outras 20 mil por meio de grandes distribuidores. Queremos aumentar nossa exposição nos pequenos comércios, porque eles apresentam melhores margens.
DINHEIRO – Como sustentar e estabilizar o mercado de material de construção?
MARTINS – No primeiro momento, a empregabilidade preocupa. Se o desemprego crescer, as vendas serão muito prejudicadas. A equação é simples: o demitido não consome e o empregado segura o dinheiro para dias difíceis. Outro componente é o crédito. Boa parte dos financiamentos da Caixa e do Banco do Brasil é destinada à compra de material de construção. Não vejo, por exemplo, o risco de inflação no setor de construção, pois não há falta de produtos. Hoje, o aumento de preços está nos alimentos.
DINHEIRO – O governo pode zerar as contribuições do PIS e da Cofins sobre material de construção. Quão importante essa medida é para o setor?
MARTINS – Todo incentivo do governo funciona como uma pílula. É algo pontual, que ajuda a economia no momento difícil. A medida, por si só, não traz sustentabilidade para os negócios.
DINHEIRO – A última aquisição da empresa foi a compra da Tégula, em 2010. Novas compras estão descartadas?
MARTINS – Seguramos as aquisições porque tínhamos de modernizar nosso parque industrial para produzir telhas sem amianto. Até então, preferimos começar fábricas do zero, como a que estamos fazendo no Distrito Industrial do Pecém, no Ceará. Ela deve entrar em operação em 2014, com investimento inicial previsto de R$ 97 milhões. É o projeto mais ambicioso. São 400 mil metros quadrados. A primeira planta vai produzir louças, mas queremos ser multiproduto. Dali vendemos para a África e para as regiões Norte e Sul do País, transportando por cabotagem, que é mais barato. Além disso, no Nordeste, temos incentivos federais, porto, rodovia, ferrovia e gás na porta da fábrica. Ainda bem que não fizemos aquisições, pois acredito que há um ano e meio as empresas estavam caras. Hoje, com as vendas e a produção menores, elas estão até 30 % mais baratas e ficarão mais ainda, no final do ano, quando os balanços mostrarem faturamento 10% menor que o de 2012.
Confiram o texto abaixo.
"Há 30 anos não aparecem novos casos de câncer com amianto"
Líder na fabricação de coberturas para a construção civil, durante décadas a Eternit dependeu de uma linha restrita de produtos Líder na fabricação de coberturas para a construção civil, durante décadas a Eternit dependeu de uma linha restrita de produtos. Para complicar, a matéria-prima para todos eles é o amianto, produto que está no índex de ambientalistas e agências de saúde nos quatro cantos do mundo. Inalado em grandes quantidades e por longos períodos, o mineral é um poderoso agente cancerígeno. No Brasil, o emprego do amianto ainda está em discussão na Justiça, algo que é um risco à saúde das finanças da Eternit. Periodicamente, o assunto volta ao noticiário.
Na sexta-feira 18, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo ajuizou uma ação civil pública contra a companhia, pedindo uma indenização de R$ 1 bilhão para ex-funcionários da fábrica de Osasco. Isso, porém, não tem assustado investidores como Lírio Parisotto, Luiz Barsi e Victor Adler, que possuem mais de 35% das ações. Para eles, os papéis representam uma oportunidade de auferir dividendos. E, no que depender de Élio Martins, presidente da Eternit, eles vão sorrir mais. Sua meta é dobrar o faturamento em cinco anos, mediante a diversificação do portfólio de produtos. Ele conversou com a DINHEIRO.
DINHEIRO – O Ministério Público da 9a Vara do Trabalho, em São Paulo, ajuizou uma
ação que pode custar R$ 1 bilhão à Eternit, a título de indenização por doenças pelo uso de amianto. Como está essa situação?
ÉLIO MARTINS – Ainda não fomos notificados oficialmente e não temos conhecimento do teor do
questionamento, por isso não posso fazer comentários sobre o assunto. Mas o que temos a dizer, genericamente, é que todos os funcionários do grupo passam por exames periódicos, de acordo com a lei. Com relação aos ex-funcionários de Osasco, montamos um plano que lhes garante acompanhamento e tratamento médico, além de uma compensação financeira caso apresentem algum problema de saúde relacionado ao amianto.
DINHEIRO – O amianto não oferece perigo?
MARTINS – Essa questão vem sendo discutida há tempos. Tivemos audiências públicas no
Supremo Tribunal Federal, nos dias 24 e 31 de agosto de 2012. Nelas foram ouvidos 40 palestrantes, entre médicos, cientistas e entidades, para discutir sobre o banimento ou não do amianto. Quem quer o banimento usa a Europa como exemplo, mas essa comparação não é adequada. Todos os minerais, sem exceção, são tóxicos, até mesmo o ouro. Qualquer mineral pode causar câncer, dependendo do tempo e da quantidade que se respira. A diferença é que, na Europa, os produtos foram elaborados à base de amianto do tipo anfibólio. Ele é 500 vezes mais tóxico que o tipo crisotila, que é o que empregamos no Brasil.
DINHEIRO – A Justiça italiana condenou a 18 anos de prisão o bilionário
suíço Stephan Schmidheiny, ex-dono da Eternit, pela morte de duas mil pessoas na subsidiária italiana. Há correlação entre a empresa da Itália e a Eternit Brasil atualmente?
MARTINS – Não, é uma coincidência de nome causada pelo descobridor do processo, Ludwig Hatscheck, que batizou o fibrocimento como Eternit (NR: Stephan Schmidheiny
controlou a Eternit globalmente, inclusive no Brasil, até vendê-la em 1989). No caso da Itália, houve omissão. Os empregados não utilizaram equipamentos de segurança corretos. Os problemas ocorreram na Europa no pós-guerra. O amianto foi largamente utilizado por ser um isolante térmico que não pega fogo. A Europa foi reconstruída à base de amianto, e o processo mais comum era jatear em paredes. Isso causa uma suspensão no ar de 1.500 fibras por centímetro cúbico, e esse material é inalado. Aqui, nós trabalhamos com a relação de 0,10 fibra por centímetro cúbico, e o processo é feito com filtros e isolamentos. Depois que a rocha é retirada, não há mais contato dos operários com o produto durante o beneficiamento.
DINHEIRO – Não há nenhum risco para o consumidor?
MARTINS – Não existe processo ou pesquisa que prove que pessoas tenham desenvolvido câncer por terem caixa d´água ou telhas de amianto. O que existe são operários que ficaram doentes por terem trabalhado nas fábricas entre 1940 e 1980, quando não se conheciam os riscos e não havia legislação sobre o tema nem equipamentos adequados de proteção. As doenças aparecem entre 15 e 20 anos. Estamos há 30 anos sem registrar novos casos.
DINHEIRO – Os produtos à base de amianto ainda são o carro-chefe da companhia. Como reduzir essa dependência?
MARTINS – Minimizamos essa dependência colocando mais produtosno nosso portfólio. A ideia é ser uma empresa que oferece soluções do piso ao telhado. Queremos aumentar nossas vendas de louças e metais sanitários, por exemplo. Vamos inaugurar uma fábrica de louças no fim do ano e anunciaremos, em breve, uma nova unidade em Manaus, que será a primeira fábrica do grupo na região Norte. Vamos
crescer no mercado de telhas de concreto e metálicas, que não usam amianto. Em cinco anos, queremos que a participação dos novos negócios no resultado cresça dos atuais 20% para 50% das receitas, que deverão aumentar de R$ 1,2 bilhão para R$ 2 bilhões.
DINHEIRO – Quando a Eternit decidiu diversificar sua linha de produtos?
MARTINS – Em 2004. Nesse ano, a francesa Saint-Gobain, dona da concorrente Brasilit e que era nossa sócia desde os anos 1960, deixou a sociedade. Dez anos antes, em 1993, nós havíamos comprado a parte deles na mina de amianto crisotila em Minaçu, em Goiás. Nosso objetivo não é diminuir as atividades com amianto, mas, sim, ampliar a participação dos novos produtos, que não o utilizam, no faturamento. Não é possível aumentar nossa presença no amianto, pois temos 100% da mina e 32% do mercado de fibrocimento (mistura de cimento, amianto, celulose e água). A demanda por fibrocimento é de 300 milhões de metros quadrados por ano. O Brasil consome 160 mil toneladas de amianto e o mundo consome dois milhões.
DINHEIRO – Como os srs. conseguiram atrair novos investidores, com a saída da Saint-Gobain do controle?
MARTINS – Fomos conversar com várias pessoas, entre elas o Guilherme Affonso
Ferreira, dono de uma das maiores fortunas do Brasil. Ele nos disse que a empresa precisava estar na vitrine e nas mãos de acionistas admirados no mercado. Por isso, listamos as ações no Novo Mercado da Bolsa e procuramos alguns dos nomes de investidores mais conhecidos, como Lírio Parisotto, Luiz Barsi e Victor Adler. Fomos a eles e apresentamos a empresa. O Lírio, por exemplo, triplicou sua posição depois de conhecer melhor a companhia. Outra iniciativa foi o programa Portas Abertas, que promove visitas às nossas fábricas. Recebemos 40 mil estudantes por ano, e olha que não fabricamos chocolate, mas fibrocimento. Só para comparar, em 2004 tínhamos 1,5 mil funcionários, cinco fábricas e faturávamos R$ 560 milhões. Atualmente temos 2,5 mil funcionários, 12 fábricas e faturamos quase R$ 1,2 bilhão.
DINHEIRO – A construção civil desacelerou. Os lançamentos residenciais, em São
Paulo, recuaram 13% no ano, segundo o Secovi. O que o sr. espera para os próximos anos?
MARTINS – A queda ocorreu nos empreendimentos voltados para a classe média. Construtoras que atendem clientes de renda mais baixa e que estão ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida ainda conseguem vender imóveis. Não há dúvida de que há uma demanda reprimida. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), há um déficit de cinco milhões de casas para pessoas com renda de até três salários mínimos. Todo o ano, mostra a FGV, é construído um milhão de casas no Brasil. Não acredito que as construtoras produzam mais que 25% desse total. A força do setor de material de construção está no balcão das pequenas lojas. É isso que mantém as indústrias com uma produção acima dos 70% da
capacidade.
DINHEIRO – As vendas da Eternit se concentram no varejo?
MARTINS – Nosso grande público está no varejo. São pessoas que reformam a casa ou, no caso de habitações mais precárias, melhoram o barraco. Somos a primeira cobertura das casas populares, depois da lona preta. Gastando R$ 800 com material e mão de obra, é possível cobrir uma casa de 40 metros quadrados. Estimamos que existam 130 mil lojas no Brasil. Atendemos cerca de 20 mil delas diretamente e outras 20 mil por meio de grandes distribuidores. Queremos aumentar nossa exposição nos pequenos comércios, porque eles apresentam melhores margens.
DINHEIRO – Como sustentar e estabilizar o mercado de material de construção?
MARTINS – No primeiro momento, a empregabilidade preocupa. Se o desemprego crescer, as vendas serão muito prejudicadas. A equação é simples: o demitido não consome e o empregado segura o dinheiro para dias difíceis. Outro componente é o crédito. Boa parte dos financiamentos da Caixa e do Banco do Brasil é destinada à compra de material de construção. Não vejo, por exemplo, o risco de inflação no setor de construção, pois não há falta de produtos. Hoje, o aumento de preços está nos alimentos.
DINHEIRO – O governo pode zerar as contribuições do PIS e da Cofins sobre material de construção. Quão importante essa medida é para o setor?
MARTINS – Todo incentivo do governo funciona como uma pílula. É algo pontual, que ajuda a economia no momento difícil. A medida, por si só, não traz sustentabilidade para os negócios.
DINHEIRO – A última aquisição da empresa foi a compra da Tégula, em 2010. Novas compras estão descartadas?
MARTINS – Seguramos as aquisições porque tínhamos de modernizar nosso parque industrial para produzir telhas sem amianto. Até então, preferimos começar fábricas do zero, como a que estamos fazendo no Distrito Industrial do Pecém, no Ceará. Ela deve entrar em operação em 2014, com investimento inicial previsto de R$ 97 milhões. É o projeto mais ambicioso. São 400 mil metros quadrados. A primeira planta vai produzir louças, mas queremos ser multiproduto. Dali vendemos para a África e para as regiões Norte e Sul do País, transportando por cabotagem, que é mais barato. Além disso, no Nordeste, temos incentivos federais, porto, rodovia, ferrovia e gás na porta da fábrica. Ainda bem que não fizemos aquisições, pois acredito que há um ano e meio as empresas estavam caras. Hoje, com as vendas e a produção menores, elas estão até 30 % mais baratas e ficarão mais ainda, no final do ano, quando os balanços mostrarem faturamento 10% menor que o de 2012.
Conheça o IBC e a indústria do crisotila
No vídeo abaixo você pode ter mais informações sobre o amianto crisotila. Nele, temos informações sobre o uso seguro do amianto, como ele é empregado na indústria e sua importância para o país e o mundo. Por fim, temos a história do IBC e sua atuação.
O falso e o verdadeiro na questão do amianto
O jornal Diário do Comércio de Minas Gerais publicou nesta sexta um artigo assinado pela presidente do IBC, Marina Júlia de Aquino. O texto, reproduzido abaixo, traz uma abordagem clara sobre questões do amianto.
O falso e o verdadeiro na questão do amianto
Em
recente entrevista a este jornal, tratando da questão do projeto de lei em
discussão na Assembléia Legislativa de Minas Gerais sobre o uso do amianto, o
presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Distribuidores de
Produtos de Fibrocimento (ABIFibro), João Carlos Duarte Paes, declarou que os
produtos feitos a partir de poli álcool vinílico (PVA) e polipropileno (PP),
são mais seguros, ecológicos e de fácil descarte.
Vamos
por partes, ao mesmo tempo buscando entender por que alguém, que há poucos anos
defendia o amianto, de uma hora para outra mudou de ideia.
Primeiro,
a questão de segurança, que, no caso, significa segurança à saúde. Como pode
uma fibra derivada do petróleo oferecer segurança, principalmente para quem
trabalha diretamente com ela? Há tempos, os trabalhadores desse setor
reivindicam a mesma fiscalização que se faz nas fábricas que usam fibras de
amianto crisotila. Porém, nenhuma providência foi jamais tomada, apesar de a
Organização Mundial de Saúde (OMS) já ter afirmado, publicamente, que as fibras
sintéticas oferecem risco indeterminado, ou seja, podem ser até piores.
Sendo
mais claros: as fibras de PVA e PP, quando analisadas, apresentaram alto nível
de biopersistência e toxicidade. O que é isso? Ao serem respiradas, essas
fibras permanecem por muito tempo no organismo humano, causando danos de
conseqüências ainda indefinidas à saúde. Ao contrário, inúmeros estudos
realizados nas fibras de amianto permitiram às autoridades estabelecer
critérios rígidos e uma lei para regular a atividade desde a mineração, o
transporte e a fabricação. Em outras palavras, não há mistérios quando se fala de
amianto crisotila.
Com
relação à questão do meio ambiente, chamar as telhas de PP e PVA de
“ecológicas” é propaganda enganosa. É o mesmo que dizer que o plástico faz bem
à natureza. Como todos sabem, um pedaço de plástico esquecido no chão demora
até 450 anos sem se decompor. Um pedaço de borracha fica por tempo
indeterminado. E de que são feitos esses produtos? A resposta, o presidente da
ABIfibro sabe muito bem, mas ele prefere usar a palavra “reciclagem” como se
fosse um passe de mágica para resolver o que fazer com esses produtos. Tenha
paciência, a natureza não faz mágica.
Quanto
à telha de amianto crisotila, ele precisava informar que sua composição reúne,
exclusivamente, cimento, calcário, celulose e o próprio amianto, todos eles cem
por cento provenientes da natureza e tratados com o cuidado que cada um exige.
É a mesma coisa, por exemplo, como trabalhar com sílica (areia, na indústria de
vidro), algodão (na indústria têxtil), serragem de madeira, o próprio cimento e
por aí vai. Todos esses materiais provocam algum tipo de problema à saúde se
manipulados de forma inadequada. Para isso é que existem os controles, e no
caso do crisotila ainda existe um acordo firmado entre trabalhadores e empresas
desde 1989 para garantir o uso seguro.
Logo,
é estranho quando uma pessoa que dedicou a maior parte de sua vida profissional
à mineradora de amianto crisotila no Brasil e foi, até meados de 2000, um dos
mais aguerridos defensores desse mineral no país e no mundo, de súbito se
transforma em empedernido propagandista das fibras sintéticas.
Em
março de 1992, como presidente da então Associação Brasileira do Amianto
(ABRA), o Sr. João Carlos comemorou a decisão do Tribunal de Apelação dos
Estados Unidos anulando uma tentativa de proibição do uso do amianto em
território norte-americano. “Todo o processo foi acompanhado por nós com grande
interesse. Temos na ABRA uma enorme bibliografia com pareceres dos mais
importantes especialistas do mundo sobre o assunto e todos demonstram que uma
proibição seria absurda”, foram estas suas palavras em declarações à imprensa
naquela ocasião. Está tudo muito bem registrado. E disse mais, reconhecendo que
o Brasil possui uma das mais avançadas legislações sobre o uso do amianto,
baseadas na Convenção 162 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que
trata do uso seguro, ratificada pelo governo e normatizada através de Portaria
do Ministério do Trabalho. Não devemos esquecer que o Sr. João Carlos chegou a
ser agraciado com o título de Cidadão de Minaçu, a cidade onde está localizada
a única mina de amianto crisotila em atividade no Brasil e terceira maior do
mundo.
O
que houve desde então para ostentar o título de presidente de uma associação
que, a julgar pelos seus registros, representa um único fabricante de telhas,
sendo essa mesma empresa a dona da indústria de fibras sintéticas, só ele pode
dizer. As declarações e ações do presidente desta associação aparentam que a
finalidade principal da associação é conseguir a proibição do amianto. Se o
produto dito “substituto” é tão bom, porque investir nessa “obsessão” para
proibir o amianto ao invés de promover o seu produto no mercado.
Por
fim, resta informar que o Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) reúne todas
as 08 empresas de fibrocimento com amianto crisotila, todos os trabalhadores do
segmento, através de seus sindicatos e o governo (federal, estadual e
municipal), sendo, portanto, legítima porta-voz do setor e para o qual
desenvolve ações com vistas à saúde e segurança de todos envolvidos no processo
produtivo do amianto crisotila. De portas abertas para receber qualquer pessoa
que queira conhecer a atual realidade do amianto, o IBC não poupa esforços para
garantir tranquilidade ao trabalhador e suas famílias, que o digam os
trabalhadores de Pedro Leopoldo e milhares de outros em atividade na mina, em
fábricas e no comércio.
SAMA no Rally dos Sertões
A SAMA e a Eternit patrocinam a 21ª edição do Rally dos Sertões, considerado o maior rali do mundo disputado dentro de um único país. A etapa de Minaçu foi a penúltima antes da chegada a Goiânia no dia 3 de agosto. A competição teve início no dia 25 de julho com largada na capital goiana. A etapa do Rally em Minaçu foi realizada nos dias 1 e 2 de agosto.
Com um estande montado na Praia do Sol para recepcionar os competidores e população local, colaboradores da SAMA conscientizaram a população sobre os perigos das queimadas. Além de apresentar como funciona o processo de extração e beneficiamento do amianto crisotila.
O projeto Sambaíba teve destaque no estande com a exposição das peças produzidas pelos artesãos da Coopemin, feitas com o serpentinito. Além disso, os produtos de fibra de bananeira feitos pelos artesãos, que são moradores da comunidade de Minaçu, também foram expostos no espaço da SAMA.
Entre as atividades realizadas pela SAMA no evento foi promovido um espaço de incentivo à prática esportiva, coordenada pela equipe do SESI, que ofereceu oficinas de tênis para quem quisesse conhecer melhor o esporte.
O diretor-geral da SAMA, Rubens Rela, esteve na arena do Rally dos Sertões para entregar os troféus da 8ª etapa aos vencedores. De acordo com ele, a passagem do rali por Minaçu é importante, pois traz ações importantes como as que tiveram como foco a população da cidade.
Além disso, é um espaço privilegiado para mostrar o que a empresa promove como incentivo ao esporte e a preservação do meio ambiente.
Ação social
Durante a passagem do rali pela cidade, a S.A.S Brasil - Saúde e Alegria nos Sertões, promoveu ações de entretenimento e saúde para a população da cidade, promovendo a melhoria da qualidade de vida destas pessoas.
SAMA é classificada entre as melhores empresas para trabalhar América Latina
A SAMA conquistou mais uma importante premiação. A empresa foi a sétima colocada entre as 25 melhores empresas no prêmio “As 100 Melhores Empresas para Trabalhar América Latina 2013”, promovido pelo Instituto Great Place To Work.
O prêmio foi entregue na cidade de Riviera Maya, no México.
Segundo o diretor-geral da SAMA, Rubens Rela, a busca é pela excelência. “O prêmio é o reconhecimento da gestão de processo e, principalmente, da gestão de relações humanas”, frisa.
O GPTW avalia as empresas que demonstram atributos que promovem um ambiente de trabalho de confiança, que investem na qualificação e no bem-estar de seus colaboradores.
As empresas premiadas são as que criam e mantém políticas e práticas de gestão de pessoas que proporcionam um ambiente de trabalho que contribui para o crescimento profissional de seus empregados.
Fatores como confiança, orgulho do que faz e um excelente ambiente de trabalho foi o que tornou possível a SAMA estar nesta premiação.
Outro determinante é a presença constante da empresa nos principais rankings das últimas pesquisas nacionais do Great Place to Work.
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